Archive for julho, 2010

Políticos se preocupam com a voz- Jornal Zero Hora

LD | 27 de julho de 2010 in Sem categoria | Comments (0)

Candidatos cuidam da voz para enfrentar turnê eleitoral

Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) têm conciliado agendas pesadas com exercícios de voz

O início oficial da campanha eleitoral deu novo ritmo ao dia a dia dos candidatos à sucessão presidencial. Além da agenda abarrotada, a nova rotina tem cobrado maior empenho das cordas vocais dos presidenciáveis nessa maratona eleitoral de discursos, entrevistas, gravações e convencimento do eleitorado.

O resultado dessa turnê é invariavelmente a rouquidão e a perda quase completa da voz, um pesadelo para quem depende desse recurso para angariar votos. Com o intuito de evitar problemas na fala, incômodo que já rendeu dor de cabeça às equipes de campanha, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) têm conciliado agendas pesadas com exercícios de voz e incluíram em seus cardápios alimentos que diminuem a sobrecarga nas cordas vocais. A fonoaudióloga Gladys Gonçalves, diretora da Acessory – empresa de consultoria de voz -, endossa a estratégia dos presidenciáveis. De acordo com ela, uma alimentação saudável e o alongamento regular dos músculos vocais melhoram a qualidade da voz e aumentam a fluência da fala.

— São recomendações importantes que fazem a diferença — explica.

Com uma rotina de cerca de quatro viagens por semana, o candidato do PSDB, José Serra, enfrentou mais de uma vez problemas com a voz durante a campanha. Nesta semana, em mensagem pelo Twitter, o presidenciável reconheceu que o excesso de uso voltou a prejudicar as suas cordas vocais. Em maio, durante a pré-campanha, o tucano engasgou três vezes durante uma entrevista de seis minutos. O acesso de tosse só foi interrompido quando um assessor lhe deu um copo da água.

— Preciso muito mais da voz do que do pé para fazer campanha — disse na ocasião.

O tucano revelou que é adepto do mel e da água mineral para se hidratar. O presidenciável do PSDB também faz uso de chás variados e de um pó japonês (uma espécie de um anti-histamínico), que lhe foi recomendado pelo seu acupunturista.

O composto é usado para aliviar sintomas de alergias, rinite e gripe.

Serra também evita bebidas geladas e a exposição ao ar-condicionado. Na entrevista concedida em maio, disse que começaria a consumir mais maçãs, por recomendação dos jornalistas. A fonoaudióloga Gladys Gonçalves explica que a água mineral é excelente para hidratar e lubrificar as cordas vocais. A especialista observa ainda que o mel e alguns chás são alternativas muito recorrentes na cultura popular, mas que não geram grandes impactos na voz. Outra candidata adepta de componentes para aliviar o esforço das cordas vocais é a petista Dilma Rousseff.

A presidenciável carrega a tiracolo balas de gengibre e soro fisiológico para evitar que a voz lhe deixe na mão. Antes dos eventos, durante o trajeto de carro ou avião, costuma descansar a voz e fazer exercícios recomendados por sua fonoaudióloga. A petista visita a fonoaudióloga, que atua em Brasília, quando apresenta problemas na voz, como já aconteceu nas duas vezes em que ficou rouca durante a campanha. Dilma costuma utilizar também spray de hidratação e beber bastante água.

A maior vítima do problema de rouquidão entre os presidenciáveis é a candidata Marina Silva, do PV. Em abril, a senadora sofreu uma inflamação na laringe e, no mês seguinte, teve de se ausentar por cerca de uma semana por conta do problema, cancelando uma viagem que faria a Porto Alegre. No lançamento de sua pré-candidatura, no Rio de Janeiro, chegou a brincar com o assunto.

— Dizem que minha campanha tem que ser viral. Concordamos plenamente, mas não precisa ser viral na garganta.

Desde então, a candidata frequenta duas vezes por semana, quando está em São Paulo, o consultório da fonoaudióloga Leny Kyrillos, na Vila Madalena. A profissional conta que a candidata segue à risca os exercícios recomendados durante as consultas, discriminados em uma apostila que lhe foi entregue pela fonoaudióloga.

— Ela está usando de maneira correta a voz, articulando mais a boca e aquecendo as cordas vocais antes dos discursos.

De acordo com Kyrillos, o interesse em procurar ajuda de um profissional partiu da própria Marina. Segundo a fonoaudióloga, a candidata é uma aluna bastante aplicada, que coloca em prática as técnicas aprendidas.

Antes e Depois

A Agência Estado apresentou ao fonoaudiólogo Leonardo Lopes, especialista em voz e estudioso da fala de políticos, vídeos das candidatas Dilma e Marina antes e depois da campanha. O objetivo da reportagem foi analisar de que forma as sessões de fonoaudiologia e, eventualmente, cursos de consultoria de imagem modificaram a forma das candidatas verbalizarem. O presidenciável José Serra não passou pela análise porque não frequenta fonoaudiólogos e porque não conta com o auxílio de um consultor de imagem. A seguir, confira os comentários do especialista:

Dilma – “Houve muitas mudanças na Dilma. Durante a campanha, ela parece ter sido mais treinada, com um controle maior da voz. Nitidamente, a candidata gesticula mais e abre mais a boca para falar. Ela pronuncia melhor os fonemas e de forma mais precisa, principalmente o ‘R’. A sua voz também está mais leve, e não tão agressiva como antes. Antes, ela falava num tom mais alto do que pedia a situação. A candidata também tem explorado melhor as pausas e ênfases, explorando a afetividade.”

Marina – “Na fala da Marina, eu não vi muitas mudanças. Em termos técnicos, a candidata tem utilizado uma comunicação mais enfática, com mais pausas e de forma mais relaxada. Têm evidenciado e dado mais força a alguns termos, além de explorar melhor a respiração. O que percebi de diferente é que a voz dela está mais grave, menos infantilizada. A pronúncia das palavras está também mais precisa e mais marcada.”

Dicas para campanha

A fonoaudióloga Gladys Gonçalves destaca que a maçã é o melhor alimento para ser ingerido antes de discursos. Além da mastigação da fruta exercitar os músculos bucais, soltando a musculatura, ela apresenta uma substância chamada pectina, que age como um adstringente.

O fonoaudiólogo Leonardo Lopes, especialista em voz, também observa que uma alimentação rica em legumes e fibras ajuda na qualidade da voz. Ele observa ainda que o ar-condicionado prejudica a voz, por causar o ressecamento das cordas vocais.

O especialista recomenda que, em locais onde o aparato seja necessário, os candidatos levem consigo uma garrafa d’água. Tanto Gladys Gonçalves como Leonardo Lopes recomendam aos candidatos que estimulem as cordas vocais com exercícios regulares, para aumentar a resistência e flexibilidade das cordas. De acordo com eles, os exercícios mais eficazes são os de coordenação da respiração e movimentação de maxilar.

A fonoaudióloga recomenda ainda alongamentos na região do pescoço e ombros.

— Eles ajudam bastante na produção de um fluxo de som melhor.

Quanto à utilização das balas de gengibre, Lopes observa que elas agem na faringe, e não na laringe, onde é produzido o som.

— Não é um hábito que modificará ou ajudará na voz da candidata — explica.

AGÊNCIA ESTADO – 23/07/2010


Sotaque interfere na reação do ouvinte

LD | 26 de julho de 2010 in Sem categoria | Comments (0)

O Jornal A Folha de São Paulo publicou notícia sobre pesquisa realizada pela Universidade de Chicago (USA). A pesquisa concluiu que o falante com sotaque estrangeiro causa mais insegurança no ouvinte.

Veja a reportagem na íntegra no link: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/769937-sotaque-estrangeiro-torna-falante-menos-confiavel-para-ouvinte.shtml


Gagueira na Folha de São Paulo

LD | 21 de julho de 2010 in Sem categoria | Comments (0)

Gagos são alvo de falsas promessas de cura

instantânea

Entidades nos EUA e na Europa pedem que Google tire do ar

anúncios de soluções milagrosas para distúrbio

Softwares e aparelhos que dizem melhorar fluência da fala não

têm eficácia comprovada, segundo especialistas

JULLIANE SILVEIRA

DE SÃO PAULO

Pessoas com gagueira ainda buscam soluções rápidas para melhorar

a fluência da fala mesmo que não encontrem a mínima comprovação

científica desses métodos.

Nos consultórios e em grupos de apoio, é comum pacientes relatarem

experiências anteriores que não trouxeram bons resultados. Hipnose,

softwares e aparelhos estão entre as promessas.

“Poucos sabem o que é a gagueira. Entra-se na área nebulosa de que

qualquer coisa serve”, diz Claudia Andrade, coordenadora do

laboratório de investigação fonoaudiológica da fluência da fala,

motricidade e funções orofaciais da USP.

As associações britânica e americana de gagueira encabeçam

campanha para que o Google tire do ar vídeos e anúncios de técnicas

que se vendem como curas. O Instituto Brasileiro de Fluência aderiu

à causa.

A gagueira atinge 1% da população em geral e pode afetar 4% das

pessoas em algum momento da vida.

“A única solução mágica é pais e pediatras encaminharem a criança

a um especialista assim que começa a apresentar o problema”, alerta

Anelise Junqueira, fonoaudióloga do instituto.

Apenas na infância é possível curar a gagueira. Depois, o que há são

ferramentas para melhorar a fluência e aprender a conviver com a

dificuldade na fala.

TECNOLOGIA

Softwares e aparelhos que prometem melhorar a fluência também

são encarados como solução imediata.

“As pesquisas não confirmam isso. Os resultados ainda são

contraditórios, os estudos são de curta duração e patrocinados pelo

fabricante. Se o paciente tira o aparelho, a gagueira volta”, diz

Andrade, que finaliza um protocolo de pesquisa para testar esse tipo

de aparelho em gagos a longo prazo.

Em muitos casos, a expectativa do paciente é alta.

“Por mais que expliquemos mil vezes que não é a cura e que podem

gaguejar, ainda que com menor frequência, acham que não vão, que

encontraram a solução de todos os problemas”, defende Érica Ferraz,

fonoaudióloga do grupo Microsom.

A empresa importa para o Brasil o Speech Easy: um aparelho que,

colocado no ouvido, faz a pessoa escutar a própria voz com um

atraso mínimo e em outra frequência, causando o “efeito coro”, o que

ajuda a reduzir sua dificuldade de expressão.

Redes sociais também são uma fuga. Ao se relacionarem por escrito,

gagos podem fingir que não têm o distúrbio e deixam de tratá-lo.

“Um paciente com gagueira gravíssima me disse que não precisava

de terapia porque tinha amigos na internet”, conta Andrade.


Justin Bieber e a muda vocal, questoes sobre voz cantada.

LD | in Sem categoria | Comments (0)

http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/musica/2010/07/01/252842-video-mostra-justin-bieber-ficando-com-voz-de-homem


Nova lei – audição do bebê

LD | 14 de julho de 2010 in Sem categoria | Comments (0)

Foi aprovada uma nova lei que obriga todos os hospitais e maternidades a realizarem um  exame de audição em recém-nascidos, veja no link abaixo.

http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/video/7662/